Hipnoterapia
Hipnoterapia não é o que os filmes mostram. Não há perda de controle, nem "apagões" de consciência. É uma ferramenta terapêutica reconhecida, usada como apoio a um processo psicológico maior — e que costuma surpreender quem nunca tinha experimentado.
O que é a hipnoterapia
A hipnose clínica é um estado de atenção focada e relaxamento profundo, guiado por um profissional, no qual a mente fica mais receptiva a sugestões terapêuticas. Você permanece consciente durante todo o processo — ouve tudo, pode se mexer e pode interromper a qualquer momento. Não é sono, nem perda de controle: é uma ferramenta para acessar, com mais facilidade, respostas automáticas do corpo e da mente que a conversa comum nem sempre alcança.
Sou certificado pela Universidade Brasileira de Hipnose e utilizo a hipnoterapia sempre como recurso complementar — associado à Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), nunca como substituto de um acompanhamento psicológico estruturado. O uso da hipnose como recurso técnico-científico da prática psicológica é reconhecido e regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP nº 13/2000).
Para que costuma ser indicada
É especialmente útil como apoio no tratamento de ansiedade (para acessar o relaxamento profundo e reduzir respostas automáticas de alerta), no manejo do estresse e da tensão física acumulada, no trabalho de bloqueios e padrões de comportamento que resistem à abordagem apenas conversacional, e no reforço de mudanças de hábito já trabalhadas em terapia.
Como funciona uma sessão
A sessão começa com uma conversa normal, igual a qualquer atendimento — entender o que você está buscando trabalhar. Em seguida, conduzo um processo de indução ao relaxamento profundo, com voz e ritmo pausados, para que sua mente entre num estado de foco tranquilo. A partir daí, trabalhamos sugestões terapêuticas alinhadas ao que identificamos na conversa. Ao final, você retorna ao estado de alerta normal, geralmente com sensação de relaxamento.
Como qualquer ferramenta clínica, os resultados variam de pessoa para pessoa — algumas respondem rapidamente, outras precisam de mais sessões para sentir o efeito consolidado. Isso é conversado com transparência antes de começarmos.
Quando faz sentido experimentar
Se você já está em processo terapêutico e sente que chegou a um ponto onde a conversa, sozinha, não está sendo suficiente para destravar algo — ou se tem curiosidade sobre a técnica e quer entender se ela se encaixa no seu caso — essa é uma boa conversa para trazer na sua próxima sessão.
O primeiro passo pode ser só uma conversa. Vamos falar sobre o que você está sentindo?
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